segunda-feira, 26 de março de 2012

Ver e Praticar - Autonomia

Iniciamos agora uma série de postagens "Ver e Praticar" cujo conteúdo será apresentado por meio de vídeos. Com frequência assistimos a boas produções na web mas nem sempre compartilhamos com grande número de pessoas de mesmo interesse.

Reuniremos aqui videos disponíveis na rede (Youtube, por exemplo) que tratem de temas de interesse comum à Rede Municipal de Educação.

Contamos com a frequência de vocês neste espaço, para  assistir, comentar e também sugerir outras produções!

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Nesta primeira postagem, um trecho do documentário chamado "Autonomia", apresentado pela Socióloga e Educadora, além de ter sido aluna de Jean Piaget, Constance Kamii. Vale a pena também buscar pelo documentário completo!


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Convite ao educar

O Projeto “Comunidade Leitora” continua no CEMAE com mais uma contribuição após a leitura do segundo livro sorteado entre a equipe.
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Sobre o Livro "Como se tornar um educador de sucesso. Dicas, conselhos, propostas e ideias para potencializar a aprendizagem
Autor: Simão de Miranda
Editora Vozes

Por Christiane de Souza Linhares
           
Sabemos que quando falamos de pessoas, principalmente estas crianças e adolescentes, não existe manual de instruções, nem tampouco receita de bolo no processo da educação, seja ela escolar ou familiar. Cada sujeito é singular, tendo suas potencialidades, particularidades e dificuldades.

Vejo o livro como um incentivador, um motivador para o educador. Ele nos convida o tempo todo a aperfeiçoarmos tanto pessoalmente quanto profissionalmente, dando dicas para tais. Nele concentram-se vários exemplos de títulos de filmes e livros que podem ser trabalhados. De uma leitura gostosa, dinâmica, nos remete ao dia a dia com os alunos e a escola. 

O autor, Doutor em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano, pontua com ideias e propostas a importância de sermos “humanos” no processo da educação e encontramos no livro:
- O professor medíocre conta;
- O bom professor explica;
- O grande professor demonstra;
- O educador inspira.

E assim, segue o livro com inúmeras reflexões...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Do universal ao Particular


Dando continuidade à proposta da SME de incentivar à leitura, a iniciativa do CEMAE foi a de sortear mensalmente um livro para algum funcionário que, após a leitura, o repassaria para outro colega, além de compartilhar alguma impressão acerca do mesmo. Segue aqui o primeiro deles.

Sobre o livro: As crianças aprendem o que vivenciam
Editora: Sextante / Gmt
 
É comum nos depararmos com “princípios e métodos universais”. Conselhos, ensinamentos, bate-papos, discussões, vez por outra evocam sentenças cujo saber pretende englobar em uma situação o que tende a ser o comportamento comum.

Utilizamos isto até sem perceber, afinal, tais ensinamentos fazem parte de um arcabouço do aprendizado com o qual nos constituímos. Dos mais antigos herdamos ditados e regras básicas que nos orientam até os dias de hoje. Ao dirigirmos aos da nossa geração, não fazemos cerimônia para falar em nome destes antigos algo como “minha avó dizia”, “meu pai ensinou”, etc.

A educação é pródiga em tentar criar o traço único. Fazer das pequenas mentes ávidas por conhecimento um só corpo recebedor do saber dos antepassados.

Curiosamente, entretanto, foi um grande pensador do tipo “universalista” que colocou esta ordem em xeque. Foi Kant, grande iluminista, que em uma das reflexões acerca da prática pedagógica que há duas atividades impossíveis de exercer. Governar e Educar. Impossíveis porque entre aquilo que se espera quando ensina e aquilo que se produz pelo aprendente, há um abismo sobre o qual não temos controle.

Por mais que o governante se posicione como aquele que atende aos interesses da população, há lacunas que jamais são preenchidas a não ser com críticas e insatisfações. O mesmo se dá na educação onde o professor, figura central, não tem garantias de que aquilo que ele ensinou em sala de aula foi aprendido da maneira como ele esperava ou sequer foi ouvido pelo aluno. O resto disto é a insatisfação de muitos, frustração dele mesmo e a sensação de impotência e falibilidade do sistema.

Ora, entre o grupo de que se pretende extrair o UM, há uma série de sujeitos ingovernáveis, ineducáveis. Sujeitos que escapam à norma, ao todo, ao completo.
Podemos agora facilmente pensar isto sobre a criança. Não esqueçamos o que aprendemos com nossos pais e não deixemos de ensinar o que supomos nos ter feito bem. Mas não vamos nos iludir. Não há receita. Não há determinismo na educação. Nem tudo aquilo que acreditamos como bom exemplo resultará em uma boa atitude por parte da criança. Nem tudo o que vemos como trágico e exemplo negativo, produzirá um cidadão de mau caráter, por assim dizer.

Como então educar esta criança que chegou até a mim sem nenhum manual de instruções? Apenas eduque, sem esquecer do que aprendeu, mas tampouco sem ignorar o que ainda pode ser aprendido. E quem lhe ensinará é a própria criança. Esta que, ao ser ouvida, lhe dirá algo que somente ela pode ensinar. Algo que foi construído em sua relação com ela e que manual algum poderá remediar, sequer apontar como erro ou acerto. Se, quando criança você aprendeu com os adultos, pode apostar, muito mais eles aprenderam com você. Se quer ensinar algo a uma criança, disponha-se a aprender com ela o que esta criança é.

Gustavo Martins