segunda-feira, 14 de maio de 2012

Comunidade Leitora - As Pedagogias Institucionais

Texto elaborado por Olga Maria Busse de Alvarenga - Psicóloga Educacional
As Pedagogias Institucionais
(Jacques Ardoino e René Lourau)
 Editora Rima, 2003

Compreender as Pedagogias Institucionais implica conhecer e atuar no “invisível”, ou seja, em todos os processos e efeitos que emergem no contexto institucional, mas permanecem como latentes.    É uma forma inovadora que luta contra a alienação mental/social existente nos diversos tipos de organização, utilizando como principal metodologia a comunicação, a livre circulação da palavra.

“Os comportamentos e o estilo das relações dependem da qualidade e do número de trocas. É necessário instaurar novas relações e pô-las em ação pela pesquisa prática de novos papéis, novos estatutos, novas regras de vida.” (ARDOINO, LOURAU – p. 10).

Estudiosos ressaltam a importância da escola,  sendo que o discurso escolar é apontado como o eco do conjunto das instituições sociais. A presença do professor e sua autoridade demagoga é criticada (“a essência de toda tirania reside em feroz recusa da compexidade”, J. Burckhardt), bem como a ênfase aos aspectos funcionais e utilitários da instituição, em detrimento de suas funções simbólicas.
O sujeito não deve, de acordo com esta perspectiva, assumir meramente o papel como um ator – co-produtor de sentido - de sua própria história, mas o tríptico agente-ator-autor. O efeito específico das Pedagogias Institucionais reside na mudança qualitativa do olhar do que educador e educando podem dirigir a suas condições (de trabalho, de cidadania, de existência), a partir de ações de sensibilização e de conscientização que contribuem para o desenvolvimento do espírito crítico.  Sublinha-se que a visão macrossocial é abordada no livro, sendo percebida como essencial para a aplicação desta nova prática institucional.
O livro ainda conta com quatorze textos escolhidos pelos autores, referentes às teorias e práticas desenvolvidos por diversos pesquisadores (Daumezon, Lapassade, Guattari, etc.) a respeito do tema principal, que dá nome ao livro.
De modo geral, a presente obra propicia ao leitor um importante momento de reflexão, principalmente ao educador, o qual se espera que reveja seu posicionamento, metodologia utilizada no processo de ensino/aprendizagem, fomentando uma constante busca de novos meios de atuar no contexto educacional. 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A Cabana

O livro “A Cabana” (William P. Youg) não se trata de uma obra reveladora sobre Deus, Jesus e o Espírito Santo, mas de uma história de ficção em que a Santíssima Trindade e a humanidade (representada principalmente por Mack) são os personagens principais. Não acredito que o autor tenha a intenção de mudar as crenças de ninguém mas sim de provocar e incomodar quando vai na direção contrária de ideias preconcebidas.

É um best-seller mas, sinceramente, apesar de interessante e carregado de relatos de muita imaginação não me emocionou tanto assim, já encontrei em outros livros aspectos que me elevaram mais espiritualmente. O autor tem o desejo de nos levar a pensar e refletir sobre o que representa a Santíssima Trindade e, como em toda obra de ficção, se sente livre para criar a partir do que acredita ser e também do imaginário.

A Cabana quebra paradigmas ou preconceitos colocando Deus como uma mulher negra e gorda, Jesus como um homem com musculoso e o Espírito Santo como uma mulher asiática. O autor brinca, ele parece querer mostrar a essência da Santíssima Trindade humanizando Deus e o Espírito Santo, acreditando assim que possamos compreender o amor divino!

O autor traz à tona a capacidade de perdoar em situações de extremo sofrimento. Deixa claro que perdoar não significa que devemos esquecer do que nos fizeram, não é passar uma borracha, é perdoar, como que buscando um pouco de bondade no malfeitor. É sabendo que o perdão nos livra do sofrimento sem fim, é fazer o que Deus espera de nós, um coração cheio de amor. Quantos de nós já se voltaram contra Deus em algum momento difícil de nossas vidas? De uma forma simples, “Deus” fala diretamente à Mack que nem sempre o que desejamos é o melhor e que podemos aprender muitas lições com os erros e com os problemas.

A crítica deste livro depende das experiências e das crenças religiosas de cada pessoa. Como uma católica que sou e simpatizante do espiritismo, achei contraditório Deus, neste livro, não dar muito valor à Bíblia. Na verdade, devemos ter senso crítico em qualquer leitura, em qualquer discurso e em uma simples conversa. Devemos sim, abrir os olhos e os ouvidos para o que nos chega, mudando pontos de vista se necessário e defendendo-os se for preciso.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Ver e Praticar - Autonomia

Iniciamos agora uma série de postagens "Ver e Praticar" cujo conteúdo será apresentado por meio de vídeos. Com frequência assistimos a boas produções na web mas nem sempre compartilhamos com grande número de pessoas de mesmo interesse.

Reuniremos aqui videos disponíveis na rede (Youtube, por exemplo) que tratem de temas de interesse comum à Rede Municipal de Educação.

Contamos com a frequência de vocês neste espaço, para  assistir, comentar e também sugerir outras produções!

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Nesta primeira postagem, um trecho do documentário chamado "Autonomia", apresentado pela Socióloga e Educadora, além de ter sido aluna de Jean Piaget, Constance Kamii. Vale a pena também buscar pelo documentário completo!